terça-feira, 13 de julho de 2010

Bagunça no ponto de vista de "Aline"

Eu estava por aí lendo blogs alheios como de costume e me deparei com um texto que fala exatamente de como eu penso e me sinto em relação à bagunça do quarto ser a bagunça interna refletida, Aline Munhoz (direitos autorais dela) achou as palavras que eu estava procurando. Vou colocar aqui o post dela.


Chama-se des - re - construir

"A desconstrução começa a partir da bagunça.

Bagunça de pensamentos, de sentimentos. Bagunça no quarto é a bagunça interna refletida. É um fenômeno descrito por uma área da psico que não manjo muito.
Bagunça na vida... tantas possíveis causas e apenas uma sensação: Confusão.

Organização implica movimento. Disposição pra arrumar, limpar pensar na melhor forma de dispor as coisas, cada qual em seu lugar (ainda que este lugar seja temporário).

Questiono-me, então, por que muitas vezes a mesma disposição para a organização da bagunça superficial não se aplica a bagunça interna? Aquela que sem sombra de dúvidas exerce maior influência sobre nossos comportamentos durante os dias que se repetem numa dança ilusória e muitas vezes monótona...

Para organizar tem que haver bagunça. E aí está meu ponto:

O quanto de bagunça interna é necessária a cada um para que comecemos a nos movimentar no sentido da busca pela organização?

O nosso desconstruir, quando ocorre, muitas vezes é espontâneo, frente as situações nas quais estamos inseridos. E se nestas estamos é porque chegamos num nível de bagunça tal que nos impulsiona a fazer algo... Penso que pode ser como um coma que ocorre no organismo, só que ao contrário.

E frente ao meu atual desconstruir eu me percebo hora como mera espectadora do diálogo entre sentimentos/emoções e razão, hora como sujeito ativo no conflito que trava meus pensamentos e põe meu cérebro em choque.

Cada peça volta ao seu lugar depois de algum tempo, mas de uma maneira reorganizada, reconstruída, reposicionada.

TILT TILT! A máquina trava as vezes e no momento tem travado com mais frequencia.
Antigos pressupostos sendo deixados para trás, novas experiências, novas necessidades.
Busca por sentidos pessoais mais abrangentes. E como ouvi hoje.. bem dito, sempre vindo de alguém que 80% das vezes acerta, "percebi que estamos mesmo crescendo, já somos adultinhas".

Grandes momentos de filosofia, grandes lições, grandessíssemas reconstruções em operação ao meu redor e dentro de mim.

Apesar da visão romantizada da vida ter sido um tanto quanto... bombardeada (no melhor sentido) por amigos especialísimos^^, ainda acredito nos seres humanos e em seu potencial de desconstrução em prol das melhorias.

Vamos vamos! mudar, vamos lá! Choques, reflexões, ceder, lutar, se encontrar, se perder, preferir, negar, ignorar, conhecer, chorar, se mover, sorrir, gargalhar...

vamos viver.
É o que tem pra hoje."


Nota-se que ela é aluna de psicologia. Foi aí que me ganhou, pra quem não sabe psicologia é minha paixão (ou foi, nem sei mais), infelizmente abandonei a faculdade por problemas pessoais e porque tenho certa dificuldade em concluir algo que começo, eu estou trabalhando nisso ainda.

Um comentário:

  1. Também tenho uma tendência a não concluir as coisas ou deixar algo subentendido. Pq será? *cry* Preciso finalizar algo! Espero me formar em Letras, hunf. Amei o post!

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